quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Qual é a hora certa de trocar o pneu de sua moto?




Edson Clemens Junior

Muito se fala sobre a pressão correta dos pneus, a escolha da medida certa para sua moto, o tipo de pneu adequado para um determinado piso, entre outras recomendações. Mas uma pergunta é freqüente mesmo entre os motociclistas mais experientes: qual a hora de substituir o pneu da minha moto?
Como as motos têm apenas dois pneus, estes são itens fundamentais para garantir a segurança do motociclista. Um pneu “careca” representa perigo na hora de acelerar, frear e contornar curvas. Em piso molhado então, nem se fala. Entre as diversas funções dos sulcos está a drenagem da água. Se os sulcos estiverem pouco profundos não drenam a água corretamente e uma frenagem pode causar uma queda em dia de chuva.
Para saber a hora certa de trocar o pneu da sua moto existe a boa e velha inspeção visual. Ou seja, você olha e percebe que o pneu está ficando “careca”. Porém muitas vezes o desgaste não ocorre por igual em toda a banda de rodagem e fica difícil identificar se o pneu pode ou não rodar mais alguns quilômetros.
Pela legislação brasileira, a profundidade mínima dos sulcos de um pneu de motocicleta é de 1,0 mm – abaixo disso o motociclista fica sujeito a multa. Se o sulco atingir essa profundidade em qualquer ponto da banda de rodagem, o pneu deve ser substituído.
Pensando em facilitar a vida do motociclista, as fábricas de pneus dotam seus produtos de uma maneira simples e eficaz de se averiguar se está na hora de substituí-los. Trata-se do TWI (Tread Wear Indicator) um dos limites para o uso dos pneus de moto. A sigla vem do inglês Tread Wear Indicator, que significa indicador de desgaste da banda de rodagem. Todo pneu conta com o TWI, um filete de borracha disposto transversalmente aos sulcos em alguns pontos da banda de rodagem. Quando esse filete ficar aparente, no mesmo nível da banda de rodagem está na hora de trocar o pneu.
Onde fica?
Esses indicadores de desgaste podem ser facilmente localizados nos flancos (lateral) dos pneus, onde geralmente há a inscrição T.W.I. ou ainda alguma indicação como uma seta ou o logotipo do fabricante. Nessa direção, o motociclista vai encontrar o filete de borracha indicando a altura mínima de uso do pneu.
Mas é bom lembrar ao motociclista que a troca do pneu só estará vinculada ao TWI se o pneu estiver em boas condições. Bolhas, cortes ou desgastes irregulares também podem condenar o pneu. Se houver algum desses defeitos, mesmo que a banda de rodagem não tenha atingido a profundidade mínima, o pneu deve ser substituído por outro novo, nas mesmas medidas indicada pelo fabricante da motocicleta.
Para garantir uma maior vida útil aos pneus da sua moto, verifique a calibragem semanalmente. A pressão correta a ser usada sempre está no Manual do Proprietário ou em alguma etiqueta de advertência colada à motocicleta. Outra dica importante é que, em caso, de levar garupa ou bagagem pesada demais, o motociclista deve calibrar o pneu para aquela situação de uso.

Fonte: Agência Infomoto

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Desabafo de um trilheiro!!!

Meus queridos amigos pilotos:

Espero que a organização do enduro axé continue fazendo deste evento um dos melhores da temporada. Com relação à inclusão de balaios e laços, entendo que somente poderiam ser utilizados quando não houver outra alternativa. Sou do tempo em que a pilotagem também influenciava nos resultados do “Enduro”. Já tive oportunidade de correr alguns eventos fora do estado e o que tenho percebido, é que a inclusão daqueles artifícios somente é utilizada quando não tem jeito. Enduro é pra frente, e sempre!
Respeito a opinião daqueles que gostam de um enduro mais técnico, mas confesso que sinto saudades dos tempos onde ser um piloto “casca grossa” contava muito. Hoje, em meio a tantos balaios e laços se perdeu também a pilotagem, se perdeu também os “quase” intransponíveis obstáculos naturais, se perdeu a necessidade e o prazer da colaboração de um piloto para outro, e tantas outras coisas que acabaram por tirar o brilho deste esporte que tanto admiramos.
A beleza e o romantismo do esporte que tanto amamos está ficando para trás por conta de uma marcha tecnológica que tenho pleno conhecimento que não retroagirá, mas para que isso tudo??  Será que estamos falando de esporte profissional onde décimos de segundos lhe retiram a vitória?  Não senhores, somos todos amadores graças à Deus, este é o grande prazer de nossa atividade e justamente é o que nos torna todos iguais, todos irmãos, todos TRILHEIROS.
Continuo achando um risco desnecessário a utilização de “laços e balaios”, e quando me refiro à risco quero frisar que não estou falando apenas do risco de acidente onde pilotos podem “dar de cara”  uns com  os outros, me refiro também ao risco de estarmos privilegiando apenas a tão falada “navegação” em detrimento da pilotagem.
Somos pilotos meus caros!! Somos gladiadores dos tempos modernos montados em nossos CORCÉIS DE AÇO! Não nos tirem o desafio dos grandes obstáculos, não nos retirem o prazer de nos diferenciarmos dos “normais”, não nos coloquem na vala comum dos “proprietários de motocicletas”.
Não esperava ver um dia os pilotos treinando para “balaios e laços”... É no mínimo estranho de ver... Ao meu ver um retrocesso...
Portanto, desejo sinceramente que os organizadores dos enduros repensem seus conceitos e organizem eventos  com roteiros para frente, com uma boa dose de obstáculos inerentes ao esporte, e, logicamente bem riscado com referências precisas e navegação justa com médias diferenciadas para os diferentes níveis de pilotos.
Mais uma vez venho ressaltar que respeito as opiniões diferentes da minha, e que o quanto exposto se trata tão somente de um desabafo de um piloto que ama mais, FAZER TRILHAS, PILOTAR,  do que navegar.
Forte abraço à todos.

Cláudio Alcântara (Negão) numeral (168)

Obs: nós somos imparciais quanto as opiniões expressas aqui, apenas somos o canal e se você deseja expor a sua opinião aqui, fique à vontade.
Mande-nos um e-mail para ocapacete@ocapacete.com.br

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Primavera está chegando, curta de moto.

"As flores de plástico não morrem" já diriam os Titãs. A primavera está chegando e com ela nossas atenções se voltam para as flores, mas flores de plástico cá entre nós, são sem graça, não tem cheiro e não encantam ninguém, então procuramos ajudá-los a encontrar um destino especial para um fim de semana bem romântico com a pessoa amada, ou simplesmente uma descontração para aqueles mais apaixonados pelas flores do que pela "sua própria flor" (risos).
Planeje o roteiro, faça a manutenção preventiva em sua motocicleta, se prepare para imprevistos e não esqueça O Capacete.
Vai aqui nossas dicas tiradas do portal Ig.
http://turismo.ig.com.br/destinos_nacionais/2010/09/30/guia+de+parques+floridos+no+brasil+9597792.html

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pode transportar moto com a tampa da caçamba aberta?

Grandes são as dúvidas no meio motociclistico, uma delas é: se é permitido o transporte de motos com a tampa da caçamba aberta?
Respondendo a essa pergunta, é sim, de acordo a resolução 349 do CONTRAN de 17 de maio de 2010 obedecendo algumas exigências; - As cargas não deverão ocultar as luzes, incluidas as luzes de freio, os indicadores de direção e os dispositivos refletores, com excessão da lanterna de freio elevada, o brake light.
- Será obrigatório o uso de segunda placa traseira de identificação nos veículos na hipótese do transporte eventual de carga, moto ou bicicleta resultar no encobrimento, total ou parcial, da placa traseira. A segunda placa traseira de identificação será posta em local visível, ao lado direito da traseira do veículo, podendo ser instalada no pára-choque ou na carroceria, admitida a utilização de suportes adaptadores. A segunda placa de identificação será lacrada na parte estrutural do veiculo em que estiver instalada (pára-choque ou carroceria) Atenção: a segunda placa traseira deverá ser lacrada pelo Detran de sua cidade.
No Capitulo I, artigo 1º. o legislador quis apontar a sua abrangência: “estabelecer critérios para o transporte eventual de cargas e de bicicletas nos veiculos classificados na especie automóvel, caminhonete, camioneta e utilitário”.
Exemplo de como deve ser instalada a terceira placa
Exemplo de como deve ser instalada a terceira placa
- As cargas que sobressaiam ou se prejetam além do veículo para trás, deverão estar bem visíveis e sinalizadas. No período noturno, esta sinalização deverá ser feita por meio de uma luz vermelha e um dispositivo refletor de cor vermelha.
- A carga sobre a caçamba não deve exceder 60% da distância entre os dois eixos, contando a distância da carga a partir do eixo traseiro. Se por exemplo o carro tiver 2 metros de distância entre eixos, a carga poderá ser de 1,2 metros contando a partir do eixo traseiro e não do final da caçamba. Assim as motos transportadas podem ficar com partes dela ‘para fora’ da tampa. Caiu então um antigo mito muito utilizado pelos  Policiais Rodoviários.
O máximo é 60% da distância entre eixos após o eixo traseiro
O máximo é 60% da distância entre eixos após o eixo traseiro
- Só será admitida a circulação com compartimento de carga aberta apenas durante o transporte de carga indivisível que ultrapasse o comprimento da caçamba ou do compartimento de carga.
Clique aqui e confira na íntegra a resolução 349/2010
Pronto, agora você que tem o problema da sua moto não entrar na caminhonete com a caçamba fechada, está com a solução na mão. É só seguir estas poucas exigências e você estará dentro da lei.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cuidando da sua moto e do Meio Ambiente

Meio Ambiente é um dos assuntos mais falados nos dias atuais e todos temos que fazer nossa parte com pequenas, médias ou grandes mudanças.

Nós motociclistas podemos e devemos contribuir na redução do consumo de água. Para quem gosta de lavar cada detalhe mas tem o intuito de reduzir o consumo de água, temos aqui soluções e práticas que podem ajudar na economia de água.

Devemos pensar, vamos limpar a moto e não lavá-la. Por assim dizer, automaticamente conseguimos nos libertar da ideia de lavagem, o que nos permitirá um uso reduzido de água. Nesse sentido vamos propor um novo processo ao limpar as motocicletas.

Ao invés de lavar os detalhes da moto, fazemos uma pré-limpeza dos detalhes, utilize pincéis, escovas e um balde com solução de água com detergente neutro. Limpe os detalhes cuidadosamente e retire o excesso de sabão com um pano úmido. Se necessário enxague, mas use um balde, assim você reduz o desperdício de água quando usa a mangueira.
Para finalizar e deixar nossas motocicletas impecáveis, passamos produtos específicos ( cada motociclista escolhe o tipo de produto de sua preferência!) para deixar o aspecto da motocicleta mais bonito, dando um polimento simples nas partes de lataria.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

EU SOU A FAVOR DAS MOTOCICLETAS!

        Nos dias atuais, infelizmente, a sociedade (grande parte dela) tem uma visão negativa das motocicletas, esquecendo a importância social e econômica que ela traz. Se pilotadas corretamente, as motocicletas não são um problema e sim a solução!
       Para aumentar a segurança dos motociclistas, as motos merecem cuidados específicos como vans, caminhões, ônibus e outros meios de transporte diferentes dos dominantes carros. Assim como eles, cada meio que nos transporta, tem sim que ter seus cuidados específicos. As motos estariam em maior segurança se olhassem suas necessidades próprias de sinalização, pavimentação e trânsito. Como? Com medidas não tão trabalhosas, projetando nossas ruas e estradas apropriadas também para motocicletas, sinalizações antideslizantes, conservação do asfalto entre outras pequenas melhorias que facilitariam a vida de qualquer motociclista.
       A moto é do bem, ajuda o trânsito caótico das grandes cidades a fluir, nos dá liberdade de ir e vir sem depender de ninguém, dá mais espaço para os carros, diminui o fluxo nas vias além de ser considerada uma ótima solução para o trânsito pode ser utilizada como forma de lazer. Pilotando nossas motos nos sentimos livres, temos uma sensação de bem-estar, que só sendo motociclista para saber!
       Por isso, sua utilização tem que ser feita de forma segura para ser uma atividade prazerosa não só para quem está no piloto mas também para o seu acompanhante.
       Por todos os benefícios que as motocicletas trazem para seus usuários, eles têm orgulho por fazer parte da sociedade. Somo muitos, mais de 9milhões no Brasil inteiro, e temos que defender nossos direitos, chamando atenção dos políticos e da sociedade que nossas motocicletas são positivas!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Qual a idade mínima para andar na garupa de uma moto?


Por: Edson Clemens Junior


Segundo o artigo 244, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir motocicletas, motoneta e ciclomotor, transportando crianças de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança é infração gravíssima, com penalidade de multa e suspensão do direito de dirigir, além de medida administrativa (recolhimento do documento de habilitação).
       O CTB, determina, que a partir dos 7 anos de idade, é permitido andar na garupa, desde que com os equipamentos de segurança exigidos, especialmente o capacete.
       O problema é que: Quais são os equipamentos exigidos? O CTB não determina os equipamentos para os ocupantes de motocicletas particulares, e somente para os mototáxis e motoboys a lei determina que: devem ter proteção de pernas e motor, corta-pipa regulada de acordo com a altura da extremidade da cabeça do condutor, colete de segurança com adesivos retrorrefletivos, baú de carga fechado ou alforjes, bolsas ou caixas laterais de acordo com a especificação do fabricante. Os motociclistas terão até o dia 4 de agosto de 2011 para se adequar as normas da resolução 356 do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) e aos demais requisitos da lei 12.009, mas lembrem-se, a lei só pode ser aplicada aos motociclistas profissionais.
       O preocupante é que: A lei se preocupa apenas em penalizar e jamais em orientar e dar suporte e educação aos condutores de motocicletas, ainda que haja muitos motociclistas imprudentes, tem também os prudentes e que respeitam a vida.
       A lei estabelece de acordo com a resolução 277, aprovada pelo CONTRAN que: crianças até sete anos e meio de idade deverão ser conduzidas no banco traseiro do automóvel em cadeirinhas. Acima dos sete anos e meio já poderão usar apenas o cinto de segurança sem nenhum acessório e depois, ir ao banco da frente somente após completarem 10 anos de idade.
       A lei é contraditória ou apenas mal pensada?
       Quer dizer então que crianças a partir dos sete anos de idade podem andar na garupa de uma moto, no entanto, essa mesma criança somente poderá ser transportada no banco traseiro de um carro até que complete 10 anos de idade?
       Infelizmente devemos conviver com a dura realidade, em geral, no Brasil morrem 35 mil pessoas em acidentes de trânsito por ano, nos últimos 10 anos esse número chegou com um aumento de 24%, dentro desse total, 90% são acidentes com motos, esses são números da OMS (Organização Mundial de Saúde), e no total dos 24% de aumento, os acidentes com moto representaram 750% do crescimento.
       Os carros e outros veículos representam 10% do total de acidentes com morte no ano, no entanto, é neles que se concentram a maior atenção dada quanto à segurança; leis, freios abs, airbags, esse último é estudado como item obrigatório nos carros nos próximos anos, e a segurança das motos como ficará?
       O especialista em segurança do trânsito, Sérgio Ejzenberg, em entrevista ao canal Globo News no dia 14/06/2011 disse: “que medidas educacionais e campanhas para a redução de acidentes podem melhorar esses números já que o país está bem assistido pelas leis de trânsito”. Será assim mesmo? Não acredito que nosso CTB e nossas leis possam ajudar, mas campanhas e uma política de educação no trânsito juntamente com uma reformulação do CTB sim podem ajudar.
       Em pesquisa do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), no período entre 2000 e 2007, 180 mil crianças foram vítimas de acidentes no trânsito, e 8.019 foram vítimas fatais, de lá pra cá, não sabemos informar os números de crianças que foram vítimas, mas não devem ter melhorado infelizmente, já que o número de acidentes tem crescido a cada ano.

Não basta apenas o capacete, façamos nossa parte como cidadãos apaixonados pelos que farão o futuro.

Ajude a salvar nossas crianças.
Cuide delas no trânsito.

terça-feira, 14 de junho de 2011

10 Dicas Para Evitar Os Acidentes Com Motos.

Quem nos dias atuais não conhece alguém que sofreu algum tipo de acidente de moto? Se não todos nós, grande parte de nós tem algum conhecido que já passou por isso.
       Boa parte dos acidentes acontecem a menos de 10 minutos do destino de partida ou chegada. Isso acontece por uma euforia na partida ou relaxamento na chegada por serem uma área conhecida ou um objetivo alcançado. Para uma pilotagem segura, é necessário que você esteja desligado de tudo, e estar ciente que a viagem começa assim que você monta na moto e a liga. Jamais se sinta relaxado por estar passando por ruas e avenidas conhecidas, você deve encarar como território conhecido, como se fosse um lugar distante.
       Daremos alguns conselhos para aumentar sua segurança!

1)         Levante a Cabeça: Pode até parecer desnecessário, mas sempre vejo motociclistas andando com a cabeça baixa, parecendo um touro bravo! A cabeça tem que estar sempre levantada, prestando atenção em tudo que acontece a sua volta.

2)         Conduza Sempre Equipado: Ninguém sabe se vai cair, muito menos quando isso acontecerá, assim, não importa se vai até a esquina comprar 1litro de leite, coloque seu capacete e os outros equipamentos para se proteger.

3)         Saber Correr: Como já postamos aqui antes sobre segurança nos diversos tipos de pistas, saiba sempre os limites da situação na qual está pilotando.


4)         Inimigos Invisíveis: Em dias quentes o número de acidentes aumenta. Além do reflexo causado pelo calor a displicência aumenta em dias quentes, fazendo o condutor cometer erros básicos que terminam em acidentes. Outra grande causa de acidentes é a eficiência dos freios, que em dias chuvosos perdem o poder de frenagem, travando as rodas.

5)         Sempre Sinalize: Através das setas e quando possível até mesmo com os braços. A velocidade em que andamos quase sempre é alta e é importante que nos vejam e saibam o que vamos fazer.


6)         Mantenha Distância: É essencial para nós, motociclistas. Não faça seu joelho como pára-choque. Muitos acidentes são causados por colisão traseira.

7)         Dê passagem mesmo na preferencial: Só porque a preferencial é sua, não significa que a intolerância também tenha que ser. Sua pele é grande parte da sua proteção e a maioria dos acidentes é por colisão lateral.

8)         Atenção aos Detalhes: Uma bola na rua, uma criança na calçada, um motorista que vai trocar de faixa, enfim nessas ou em tantas outras situações, além de machucar alguém tem enormes chances de ir junto no resgate.


9)         “Costurar” o trânsito: Mesmo sabendo que as motos andam nos corredores, evite ter a mesma prática, em especial, nas grandes vias de maior velocidade. Os motoristas de automóveis nem sempre esperam que uma moto passe entre ele e outro carro e se resolve trocar de faixa bruscamente (mesmo sinalizando) pode acabar em um acidente feio. Só ultrapasse quando tiver segurança.

10)    Não Ultrapasse Pela Direita: Somente ultrapasse pela direita se o veículo a frente sinaliza que irá estacionar ou convergir à esquerda.


“ Não se esqueça: alguém sempre está esperando por você!”

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Economize combustível!

                De acordo com a Lei, a porcentagem permitida de álcool que pode ser misturado na gasolina é de até 25%. Por isso, quando há aumento no valor do álcool, a gasolina também sofre com a elevação dos preços. Para aliviar o bolso do consumidor, algumas medidas em relação à manutenção e à maneira de dirigir e utilizar a motocicleta de maneira correta são excelentes alternativas para reduzir o consumo de combustível e, de quebra, colaborar com o meio ambiente.

MANUTENÇÃO

Se sua moto não passa por manutenção regularmente as características de rendimento do veículo determinadas pelo fabricante podem ficar abaixo da expectativa.
Para um bom desempenho da motocicleta, fique atento a alguns itens importantes durante a revisão:

- Óleo: O nível deve sempre ser mantido e o produto utilizado deve ser o especificado no manual da sua motocicleta. A boa lubrificação diminui o atrito interno do motor, evitando perdas e aumentando a vida útil e o desempenho do veículo.
- Filtro de Ar: Quando obstruído, pode aumentar o consumo em até 10%. Faça sua limpeza regularmente.
- Gasolina Aditivada: Ela mantém o sistema de injeção do motor limpo por mais tempo.
- Carburadores ou Injeção: Limpos, diminuem a aglomeração de sujeira, permitindo que o combustível percorra livremente no motor do ponto de partida até o ponto de queima.
- Velas: Quando estão sujas ou desgastadas atrapalham a queima de combustível, diminuem o rendimento do motor, aumentam consideravelmente o consumo de combustível além de disparar a emissão de poluentes. Assim as velas devem estar sempre limpas e em ordem.
- Pneus: Diminuir a pressão dos pneus (prática comum para diminuir o desconforto de pilotar por ruas esburacadas) não é uma boa ideia, além de desgastar os pneus, pode aumentar até 3% de consumo de combustível. Essa atitude, ainda pode aumentar o diâmetro do pneu, fazendo com que a moto aumente o desgaste do motor, o consumo e o atrito.

DIRIGIR E UTILIZAR A MOTOCICLETA

- Aceleração: A maior vilã no consumo de combustível. Acelere suavemente, não troque as marchas sem necessidade.
- Combustível na reserva: Evite andar com o tanque na reserva, pois isso aumenta o processo de evaporação e as chances de acumular sujeiras.
- Ao ligar a moto: Ligá-la e logo sair pilotando gastará mais combustível, pois o motor ainda estará frio. Aguarde um pouco.

PARA CONTROLAR COMO ANDA SEU CONSUMO

- No manual da sua moto, veja a capacidade do tanque de combustível e divida o total de litros por 4.
- Encha o tanque da sua moto.
- Zere a quilometragem.
- Ande até o consumo de ¼ do tanque cheio.
- Observe a quilometragem percorrida.
- Pegue o resultado total do tanque dividido por 4 e divida pela quilometragem rodada.
- O resultado encontrado será a quantidade de quilômetros que sua moto percorre com 1 litro de combustível.

Exemplo: Tanque cheio=18 litros.
              18 dividido por 4 = 4,5 litros.

             Andei com ¼ de tanque 100 km. Logo andei 100km com 4,5 litros de combustível (1/4 de combustível).
            100 dividido por 4,5 = 22,2 km por litro.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pilotar sobre superfícies perigosas

Quando estamos guiando uma moto, devemos atentar para alguns cuidados imprescindíveis a nossa segurança, por tantas vezes ouvimos falar de algum tombo bobo que um conhecido levou ou mesmo com nós isso pode ocorrer.

Ao passar por trilhos e sonorizadores a posição mais segura é: transversalmente, ou seja, cruzá-lo em ângulo de 90°, transpor esse obstáculo em posição diagonal ou em ângulos menores, pode aumentar as chances da roda traseira ou dianteira sair da trajetória correta, causando assim um desequilíbrio levando a queda. Uma aproximação e um posicionamento correto ao transpor um obstáculo, só fará com que a moto vibre e balance sem apresentar riscos de queda ao piloto e seu passageiro.

Nos pisos escorregadios, a atenção deve ser redobrada, já que as motocicletas comportam-se melhor em um piso mais aderente. Podemos enumerar diversas situações que podem tornar o piso sem aderência tornando-o perigoso para o condutor: inicio de chuva ou dada ela, manchas de óleo na pista, vias de terra, pedregulhos ou areia nas vias pavimentadas, lama e gelo, faixas pintadas da via e placas de aço de alguma obra especialmente molhadas.

Algumas dicas são válidas para conduzir a moto nessas condições:

Velocidade reduzida primeiramente, principalmente antes dos pontos com pouca aderência e nas curvas.

Cuidado ao acelerar, frear, trocar as marchas e fazer curvas para não correr o risco de derrapar.

Se possível trafegue pelo rastro do veículo à frente, nesse rastro contém menos água e lhe dará mais aderência.

Tome cuidado também ao mudar de condições de pista, por exemplo; sair de uma pista limpa para um acostamento cheio de resíduos de areia e outras coisas mais.

Texto: Edson Clemens Junior

segunda-feira, 6 de junho de 2011

COMO LIMPAR SEU CAPACETE.

Limpeza Externa: Nunca use nenhum produto em embalagem aerosol para limpar seu capacete, eles contêm substâncias que danificam os orifícios de ventilação e o visor.
    A melhor maneira de se livrar das foligens e de sujeiras causadas pela poluição é limpando com água morna e sabão neutro.
    Cuidado com os insetos; Se não removê-los o mais rápido possível, grudarão na superfície e poderão manchá-la, para remoção utilize um papel toalha com água, ao secar passe um pano seco e limpo para dar acabamento.
    Use uma escova de dentes com água morna e sabão netro para limpar os orifícios de ventilação e lubrifique o visor com óleo de silicone pelo menos uma vez ao ano.


Limpeza Interna: A maioria dos capacetes foram projetados com forro removível, nesse caso, retire o forro e lave em água morna, não utilize máquina de lavar, escorra o excesso de água e deixe secar à sombra.
    Lave o casco do capacete com xampu infantil, eles não possuem sais e substâncias químicas, que podem danificar o material interno.
    Deixe o casco secar ao ar livre, nunca usa secador de cabelo diretamente no capacete, o ar quente poderá derreter a camada protetora.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Duas Rodas... Duas Visões

Ayres Mascarenhas
(Crônica publicada na revista “Motoshow”, outubro de 1983.)
Fonte: www.motosegurança.com.br Contribuição dos Irmãos - Izaias Branco Zaca (motonline) & Sergio Eduardo Bizari

Trail com T maiúsculo é aproximar-se do gado ou de uma tropa de burros e diminuir a marcha, parar talvez ou mesmo desligar a moto. É cumprimentar o boiadeiro e procurar fazer sons familiares ao gado. Com t minúsculo é acelerar, tirar uma fina da vaca e buzinar intensamente.

Trail com T maiúsculo é colocar um silencioso adequado na moto de cross, é oferecer ao velho na porta da venda um dedo de prosa. É ser capaz de parar a moto para ver passar a galinha e seus pintinhos... ou de oferecer às crianças uma volta pela rua principal na sua garupa com as duas rodas no chão. É Trail com t minúsculo chegar nas pequenas localidades e acelerar a moto fortemente, de preferência com a descarga aberta. É atravessar toda a rua principal de wheelie e assustar todo mundo, principalmente os velhos, essas pessoas que nunca viram uma moto andar numa roda só.

O treieiro minúsculo é um “desbravador”. Não possui fronteiras, abre as cercas e passa por qualquer terreno, mesmo hortas e jardins. Já o treieiro maiúsculo também é um Desbravador, com D maiúsculo. Descobre os recantos mais lindos que nunca estão numa linha reta. Acompanha, isto sim, as linhas. as dobras e as curvas que a natureza e o homem do campo criaram.

Trail com T maiúsculo é chegar no alto de uma montanha, parar e olhar ao seu redor o horizonte. É aperceber-se de sua insignificância. É entender que, no seio da natureza, do campo, você é muito mais um corpo estranho. É entender que é preciso carinho para não ofender aquele ambiente. É respeitar e respeitar-se.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Como se proteger do frio


Pois é, o frio está ai. E não estamos no inverno ainda! Nós motociclistas que não temos um arzinho quente ou a proteção dos vidros como ficamos? Além do frio, o ar gelado causa malefícios à nossa saúde. Com o vento contínuo, nosso corpo perde a sensibilidade de movimentos, principalmente nos pés e mãos, por não produzir calor suficiente e pode assim prejudicar a pilotagem. Também pode ser um grande vilão para as vias respiratórias, a poluição que respiramos, tanto pelo nariz como pela boca podem causar, rinite, sinusite entre outras doenças ligadas aos pulmões.
Vejam algumas dicas, para continuar andando na sua moto, com conforto e segurança e ainda driblar o frio!

 
Proteger o rosto:
Utilizar uma balaclava, ajuda a não deixar o ar gelado em contato direto com seu rosto.
Prefira capacetes fechados, além de protegerem do frio, o forro ajuda a esquentar.

 
Proteger o corpo:
As jaquetas feitas especialmente para motos, podem ser essenciais. A grande maioria é fabricada em países europeus e já vem com recursos para amenizar o frio comum por lá.
Use calças com elásticos nas canelas para evitar que o vento entre pela abertura dos pés. Existem também calças com forros térmicos.
Casacos fechados amenizam bastante o frio que o vento causa. Para evitar a canalização do vento através das mangas, utilize um elástico, por exemplo, para amarrar os punhos e diminuir o ar que entra pelas mangas.
Um cachecol ou blusa de gola alta pode colaborar para manter o pescoço aquecido.

 
Proteger as mãos:
As luvas são a melhor escolha e estão disponíveis de couro ou material sintético. Você pode encontrar ambas com forro, confortável e quente. Prefira as com o cano longo para sobrepor o casaco ou jaqueta.

 
Proteger os pés:
Botas de cano alto, com meiões de futebol ou de lã, minimizam o frio.

 
Aproveitem o frio!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

MOTO-DICAS ABRAAM

MOTO-DICAS ABRAAM (Associação Brasileira de Motociclistas)
Saiba como identificar a gasolina adulterada

Sintomas no motor de sua moto
Conseqüências imediatas :
- O Motor começa a falhas de repente.
- A marcha lenta se torna irregular.
- As partidas ficam mais difíceis.
- Motor “bate pino” com freqüência.

Conseqüências a médio prazo :
- Motor “engasga” ou chega a apagar.
- Perda gradativa da potência e da força.
- Desempenho e rendimento diminuem.
- As acelerações ficam mais lentas.

Danos provocados por solventes :
- Derretimento das mangueiras de combustível.
- Entupimento do carburado.
- Aumento da carbonização de velas e válvulas.
- Formação de borra na óleo lubrificante.

Como eliminar o problema ?
- Limpar os giclês do carburador.
- Escoar o combustível ou limpar o tanque.
- Trocar a mangueira de combustível.
- Substituir o filtro gasolina.

Como Evitar ?
- Abasteça sempre no mesmo posto.
- Desconfie do combustível com preço muito baixo.
- Use sempre que possível a gasolina aditivada.
- Veja se o posto controla a qualidade do combustível .
- Caso desconfie do combustível, exija um teste do produto.

Como Economizar combustível ?
- Aqueça o motor rodando com a moto.
- Dirija com calma, sem esticar as marchas.
- Não dê bombeadas no acelerador.
- Mantenha a manutenção em dia.
- Evite arrancadas bruscas.
- Não leve peso desnecessário.

Procedimentos Básicos
- Calibre os pneus todas as semanas.
- Mantenha o motor sempre bem regulado.
- Limpe o carburador nos prazos indicados.
- Troque filtro de ar e vela de acordo com o manual do fabricante.

Fonte: Agência Nacional do Petrólio (ANP)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Testaram" a nova Honda CB 600F Hornet

Naked da marca da asa recebeu atualizações em sua estética
Honda CB 600F Hornet
A Honda não dispõe em seus armazéns de um motor de 750 cm³ já amortizado pelo tempo. Assim, não pode lançar no mercado, sem muito investimento em desenvolvimento, uma moto como a Kawasaki Z750, que tem um propulsor maior e é vendida pelo preço de uma 600. Tampouco pode dotar sua máquina com um  motor bicilíndrico como a nova Monster 796 ou a BMW F 800 R. Em contrapartida, pode dar uma lapidada em seu visual para enfrentar com melhor preço a sua rival japonesa, a GSR 600, e seguir vendendo mais que a Yamaha FZ6, pelo menos na Europa.

Contudo, aqui no Brasil, a Hornet continua “nadando de braçada” e atropelando as suas concorrentes! Nós somos, já há alguns anos, o país que mais vende Hornet no mundo, porém, a diferença agora é ainda maior! Conforme o estudo de mercado que publicamos nas páginas seguintes, vendemos mais que o dobro do mercado italiano (o 2º no mundo), mas, nem por isso, tivemos um lançamento simultâneo ao mercado europeu e, tampouco, fomos convidados para o lançamento mundial.

As coisas estão mudando por aqui e, depois da chegada efetiva da Kawasaki com um bom volume de vendas, a BMW F 800 R made in Brazil também deverá impor um ritmo mais forte de comercialização e “roubar” um pouco de mercado da Hornet. Enfim, a batalha pela sobrevivência neste segmento seguirá intensa e alguns movimentos no “tabuleiro” definirão o futuro de alguns modelos pelo mundo afora. Com isso, a Honda decidiu remodelar a sua CB 600F para seguir forte na Europa e líder aqui no Brasil. Em breve ela deverá ser  apresentada em nosso país.

Depois de seu nascimento em 1998, e com profundas alterações mecânicas e estéticas em 2008, a CB 600F passou outra vez pelo “bisturi”. As novidades estão em sua “face”, com aparência mais leve e um novo painel de instrumentos com velocímetro e conta-giros digitais, além de duplo hodômetro parcial, marcador de combustível e relógio. A parte frontal está bem menor e compartilha isso, quase que em 100%, com sua irmã maior, a CB 1000R.

Na parte traseira, ela conta com uma fissura abaixo do assento do garupa que serve como alça para ele se segurar. Acompanhando todas estas mudanças visuais, foi lançada uma nova cor amarela brilhante, que complementa a gama com as cores branca e preta. Outra coisa importante apresentada foi uma linha de acessórios originais e específicos para este modelo. Entre eles se destacam um arco na roda traseira que cobre a parte inferior da rabeta, um para-lamas traseiro tipo racing e um top case de encaixe rápido e com fechadura. Assim, a moto pode converter-se em ferramenta para o dia a dia, além de ser mais confortável e útil.

Segundo os responsáveis pelo desenvolvimento desta moto na Europa, eles estão dando uma nova imagem para uma clássica! Para reforçar a sua presença no mercado das naked supersport, a Honda foi remodelando a sua máquina desde a sua aparição, em 1998. Nasceu como uma moto média acessível e fácil de domar por todos os tipos de usuários, com enorme funcionalidade, quadro com “espinha superior” e uma grande confiabilidade mecânica por estar baseada na CBR 600 RR. Em 2000, adaptou uma roda dianteira de 17” e, em 2003, aumentaram a capacidade do tanque de combustível.

Em 2007, foi objeto de uma renovação completa, com motor derivado da CBR 600 RR do mesmo ano e, em 2009, recebeu mais um face lift. Além disso, as suspensões ganharam sistemas de regulagens. Na frente, veio com bengalas invertidas de 41 mm, com hidráulicos tipo cartucho com ajustes na extensão e 120 mm de curso. Atrás, foi introduzido um monoamortecedor com pré-carga regulável em sete posições, além de ajuste na extensão e 128 mm de curso total.

Já nesta apresentação mundial da Hornet 600, a Honda nos permitiu dar umas voltas por Lázio, nos arredores de Roma, com o  intuito de nos refrescar a memória sobre a sua capacidade superior para cumprir as necessidades de um usuário mediano. Graças a sua boa ergonomia, com um guidão que não deixa as mãos nem muito fechadas e nem muito baixas, um assento a só 800 mm do solo e pedaleiras que não deixam as pernas excessivamente dobradas, a tocada desta moto é ótima.

Falta, logicamente, a proteção aerodinâmica, seja na cidade ou, inclusive, em uma condução esportiva pelas sinuosas estradas que nos levaram até as belas paisagens do Lago Borciano. Ainda que não ofereça um comportamento radicalmente esportivo, seu chassi e a parte ciclística, em geral (suspensões, freios, rodas e pneus), dão conta do recado com uma nota bem alta.

Prova disso é que a Honda nos apresentará o regresso da CBR 600F nas próximas semanas como a grande novidade para 2011. Esta é, nada mais nada menos, do que a mesmíssima Hornet dotada de carenagem integral. Uma ótima pedida para o Brasil, visto o sucesso da Suzuki GSX 650F e da Kawasaki Ninja 650R. Basta ter um bom preço!

Até então, a Hornet é usada a todo o tempo como uma moto polivalente, ou seja, que serve para tudo. Neste sentido, os seus 102 cv a 12 000 rpm oferecem uma resposta tremendamente linear, graças à injeção PGM-FI. A aceleração é perfeita tanto no caótico trânsito urbano, como em alta velocidade pelas autopistas ou nas estradas sinuosas, onde é exigida uma forte saída das curvas.

A pequena carenagem é meramente ilustrativa, proteção aerodinâmica não é o seu forte. Esta Hornet, agora mais bela, segue como mais uma excelente opção de mercado. Estará disponível, na Europa, na primeira quinzena de maio por 8 329 euros, na versão básica, ou 8 899 euros, dotada de  ABS combinado. Aqui no Brasil, acreditamos que ela será um dos destaques do Salão de São Paulo, em outubro.








Fonte: Redação Motociclismo / Raul Fernandes Júnior e Pere Casas

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Frio e moto combinam?

Texto: André Jordão (Infomoto) / Fonte: iCarros


 

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O verão de 2011 acabou há mais de um mês, dando lugar ao outono em 20 de março. Nos primeiros dias da nova estação o clima ainda é quente e as chuvas, antes constantes, vão diminuindo à medida que o frio vai chegando. E é esse frio que rege toda a temporada outono/inverno e faz de algumas cidades o lugar ideal para se aproveitar as quedas de temperatura.

No estado de São Paulo, a representante oficial da estação de inverno é Campos do Jordão. Localizada na Serra da Mantiqueira, no interior de São Paulo, Campos tem hoje pouco mais de 50.000 mil habitantes. Com altitude de 1628 metros, a cidade é o mais alto município brasileiro, o que justifica as baixas temperaturas.

A estrada que liga a capital paulista a Campos do Jordão é o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto. Rodovias em ótimas condições de uso são muito procuradas por motociclistas. Embora cobre pedágio das motos, a estrada oferece retas seguras, mas atenção aos limites de velocidade, pois está cheia de radares.

Seguindo este itinerário fomos visitar Campos do Jordão para ver como anda o movimento na serra. Saímos as 8h30 de São Paulo e, com tranquilidade, chegamos às 11h ao destino. A moto escolhida para essa viagem foi a nova Honda CBR 1000 RR.

Uma superesportiva condizente com esse passeio. É possível acelerar na Ayrton Senna, fazer curvas ao subir a Serra e a viagem não demora muito, visto que as dores no corpo começam aparecer ao final dos 185 quilômetros apontados no hodômetro.

Campos do Jordão de dia

"Campos do Jordão ainda está vazia", diz Cleiton Wellington, frentista do posto de gasolina. Com um papo rápido na entrada da cidade, descubro que Campos — tirando o feriado de Páscoa — só começa a encher no começo de junho.

E, andando pelas ruas da cidade, confirmamos a informação. O movimento no domingo era grande, entretanto casas noturnas ainda não haviam aberto e os hotéis e pousadas tinham lugares sobrando.

Sem a 'muvuca' ou com ela, o legal é sair cedo para fazer um passeio. Há muitas opções na cidade (veja dicas) e cada atração ajuda o visitante a conhecer melhor as belezas de Campos do Jordão. Depois de 'bater pena' de manhã opções de almoço não faltam. Os preços variam, mas pode ter certeza que Campos do Jordão lhe cobrará caro a visita.

Noite fria, porém agitada


A temperatura a noite cai ainda mais. Se o objetivo for fazer um bate e volta, volte antes de anoitecer. Mas se você escolher um feriado ou mesmo um final de semana curta a noite de Campos de Jordão.

Na alta temporada, que começa só em junho, grandes artistas fazem shows na cidade e todas as casas noturnas abrem para o público.

Todavia, antes de sair você precisa estar bem alimentado. O cardápio a la carte é muito variado, mas a grande maioria dos restaurantes oferece o rodízio de fondues, que é uma opção bem interessante e custa em média R$ 50,00 por pessoa — carne, frango, queijo e chocolate.

Depois de curtir tudo que Campos do Jordão tem para oferecer chega a hora de ir dormir. Hotéis e pousadas estão espalhados por toda a cidade. Escolha se você quer ficar mais perto do centro de Capivari, ou alojado nos morros ao entorno. Os preços serão bem semelhantes, porque o centro traz a praticidade, enquanto os morros lhe oferecem vistas maravilhosas.

DICAS

Passeio:

Belvedere (Vista Chinesa): Localizado 1 km após a saída do Portal de Campos do Jordão, o Belvedere tem uma vista maravilhosa do Vale do Lageado na Serra da Mantiqueira. Um lugar lindo para apreciar o pôr do Sol bebendo um caldo de cana.
Bondinho e Estrada de Ferro: Na Avenida Emilio Ribas, na Vila Capivari, a estrada de ferro é a mais alta do Brasil. Num passeio de 2 horas ela leva o visitante até o mirante em Santo Antonio do Pinhal. O percurso mostra a vista de várias cidades do Vale do Paraíba. O telefone pra contato é (12) 3663-1531.
Centro de Lazer Tarundú: Um completo centro de lazer na Avenida Antônio Manso. Patinação no gelo, arborismo, orbit Ball, restaurante e mais algumas atividades para a família. Mais informações acessem www.tarundu.com.br
Gruta dos Crioulos: A Gruta dos Crioulos é uma pedra arredondada que na época da escravatura serviu de abrigo para os escravos foragidos das fazendas da região. O legal desse passeio é que pode ser feito de motocicleta off-road ou trail ou quadriciclo, já que a estrada é de terra.
Parque da Floresta Encantada: Ótima opção para crianças pequenas, a Floresta Encantada tem Casa da Bruxa, Casa do Papai Noel, um Gatário e outras simpáticas atrações. Ela fica na Rua Arandi, 270 no caminho para o Pico do Itapeva. O telefone pra contato é (12) 3662-5296.
Pico do Itapeva: No caminho da montanha mais alta da região (2030 metros de altitude), fica o lago mais alto do Brasil. Oferece uma paisagem espetacular da serra e em dias mais claros pode-se se avistar mais de 13 cidades do Vale do Paraíba.

Onde comer:

Baden Baden: O tradicional Baden Baden, localizado no centro de Capivari, na Rua Djalma Fojaz, oferece boas opções da culinária alemã. O número 934 do cardápio é o mais vendido do bar. O Chucrute a Garni é composto por eisbein, kassler, misto de salsichas, chucrute e batatas cozidas. O preço do prato é R$ 88,80 e serve duas pessoas.
Mercearia Campos: Em frente ao Baden Baden fica o Mercearia Campos. Eles oferecem como especialidade uma Truta a Moda. Pelo preço de R$54,90, a Truta é servida ao molho de uvas frescas, com brócolis e batata souté. Este prato é individual.
La Gália: Saindo da Mercearia Campos e virando a direita no fim da Djalma Forjaz você encontrará o La Gália. Segundo o gerente, o prato que mais vende é o Javali a Obelix. Pernil assado ao molho de ervas finas, com arroz de açafrão e tomate seco com legumes. Esse prato custa R$ 99,80 e serve duas pessoas.

Onde ficar:

Pousada Villagio Itália:
Localizada no centro de Capivari, a Pousada Villagio Itália se intitula a vila italiana de Campos do Jordão. Informações acessem
www.pousadavilaggioitalia.com.br .
Hotel Estoril: O Hotel Estoril é um dos mais tradicionais de Campos do Jordão. Também localizado em Capivari, o Hotel oferece suítes com vista panorâmica. Para saber mais acessem
www.hotelestoril.com.br .
Pousada Dom Alfredo José: A pousada Dom Alfredo José é uma das mais novas de Campos do Jordão. Localizada no Morro do Elefante, ao lado do Teleférico, a pousada agrega construção em estilo clássico com aconchegantes acomodações. Informações acesssem
www.domalfredojose.com.br .
 

Honda CBR 1000 RR 2011 em Campos do Jordão

A nova Honda CBR 1000 RR é uma excelente opção para ir até Campos do Jordão. O corredor Carvalho Pinto/Ayrton Senna oferece muitas retas bem pavimentadas, apesar de cobrar pedágio por isso. São oito praças de pedágio no total (quatro na ida e quatro na volta) com valores que variam de R$ 0,85 a R$ 1,20 – uma dica é já deixar o dinheiro separado no bolso da jaqueta. No fim da rodovia, pega-se uma estrada de mão simples que segue até Campos, por isso cuidado. O asfalto não é tão bom como já foi e muitos lugares estão sendo recapeados. As curvas começam a aparecer e contorná-las de CBR 1000 RR é muito prazeroso. Por isso mesmo, o estilo de moto mais visto na cidade é superesportiva. "A gente (o grupo) vem para Campos com frequência. É um 'rolé' muito bom pra se fazer de moto.

Chegamos aqui, almoçamos e voltamos no mesmo dia", conta Márcio Veronesi, motociclista e proprietário de uma Yamaha YZF R1 2009. Seja para uma volta de moto, ou para curtir o frio em uma das mais belas cidades do estado, Campos do Jordão é um bom destino para o motociclista.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

SEGUNDA REPORTAGEM DA SÉRIE SOBRE O CAPACETE: KEVLAR

Dando continuidade a série de textos em que explicaremos sobre os tipos de materiais usados na fabricação dos cascos de capacetes.
Kevlar é uma marca registrada da DUPONT para uma fibra sintética de aramida muito resistente e leve. Trata-se de um polímero resistente ao calor e é sete vezes mais resistente que o aço por unidade de peso. O Kevlar é usado na fabricação de cintos de segurança, cordas, construções aeronáuticas, velas e coletes a prova de bala, e em até raquetes de tênis.
A indústria de acessórios para moto-velocidade por sua vez, não ficou para trás e se entregou a qualidade do Kevlar, introduziu-o em seu processo de produção e passou a utilizá-lo na fabricação de capacetes para garantir a segurança de seus consumidores.
O maior consumidor desse tipo de produto, são os profissionais do automobilismo e da moto-velocidade.
Lembrei-me de um fato não muito distante, lembra-se do acidente de Felipe Massa no grande prêmio da Hungria? Pois é, ironicamente ele foi atingido por uma mola que vôou do carro de Rubens Barrichello, por que ele sempre está envolvido em alguma coisa ruim você deve estar se perguntando, não é mesmo!? Mas isso é que menos importa hoje, já que Massa se recuperou bem e o texto destina-se a outra coisa, segurança e não insegurança. Boa sorte Rubinho. (risos)
Voltando ao Kevlar, o capacete de Massa tinha em sua composição, 120 camadas de fibra de carbono coladas umas as outras e reforçadas com alumínio e titânio e o Kevlar. Esse último é o cara, é o mesmo material usado pelas forças armadas em seus coletes à prova de bala, isso mesmo, não fique surpreso (a), os capacetes com casco em Kevlar são balísticos.
Se você tem uma moto muito potente, e sabe do risco de algum acidente mais grave com grande impacto, esse é o capacete, agora se você não se arrisca em alta-velocidade e quer um capacete seguro e bonito, esse também é o recomendado por mim, afinal, a grande maioria dos capacetes em Kevlar são feitos artesanalmente, um à um, o que os torna uma obra de arte.
O custo é bem mais elevado se comparado aos outros disponíveis no mercado, mas se você pode, então não perca tempo e adquira o seu agora mesmo acessando HTTP://www.ocapacete.com.br.
Não se esqueça; nossa segurança é a nossa prudência.

Texto: Edson Clemens Junior
04/2011

quarta-feira, 27 de abril de 2011

PRIMEIRA RESPORTAGEM DA SÉRIE SOBRE O CAPACETE: ABS = ACRILONITRITA BUTADIENO ESTIRENO

A sua fórmula química é: (C8H8·C4H6·C3H3N)n, e a proporção exata de cada componente na composição do copolímero (mistura de plástico com borracha sintética), varia de acordo com a finalidade ao que o produto se destina.

Calma, não se assuste, não estamos em nenhuma aula de química, estamos apenas tentando explicar um pouco mais sobre um tipo de material que é usado para garantir nossa segurança em cima de uma motocicleta.

O resultado físico desse copolímero é um material termoplástico rígido e leve, com alguma flexibilidade e resistência na absorção de impacto, muito comum na fabricação de capacetes. Esta resina sintética termoplástica pode assumir quaisquer formas e cores, por moldagem térmica a altas temperaturas e adição de pigmentos. A coloração do ABS possibilita a reprodução de cores muito vivas e saturadas, e varia, nas suas propriedades de reflexão e refração da luz, de um transparente muito claro e límpido a um opaco completamente estanque. Este plástico é também muito usado pelo acabamento de alto brilho a que ele proporciona, juntamente com suas outras demais propriedades. Outra vantagem do ABS é a excelente relação preço/qualidade, o que o torna um produto acessível, econômico e eficaz.

Daí a grande diferença de preço entre um capacete e outro, assim, devemos ainda tomar cuidado na escolha de nosso capacete, já que muitos se apresentam como se fossem fabricados com ABS. Mas vamos voltar um pouco; você se lembra que a resistência da composição depende da finalidade ao que o produto se destina? Então, a maioria dos cascos são fabricados em ABS, porém a grande variação de preço se dá pela quantidade e qualidade do composto de ABS que foi aplicado nesse casco.

Outras vezes a diferença também se dá, pelo acabamento interno, pintura e também de sua origem e fabricação, mas falaremos disso mais adiante em outros posts aqui no blog.

Resumindo o ABS é um excelente material na fabricação de capacetes, que barateia o produto e garante boa parte da nossa segurança. Devemos cuidar para não nos enganarmos na compra de um capacete que custa R$80,00 e muitas vezes até menos, nos dedicar um pouco mais na escolha do nosso capacete, afinal, o ABS varia de fabricante para fabricante e a sua vida vale mais que qualquer economia.

Nossa segurança é a nossa prudência antes de mais nada.

Texto: Edson Clemens Junior.